A Red começou a temporada de 2026 da Fórmula 1 longe do “patamar taurino” dos últimos anos, e o próprio chefe da equipe, Laurent Mekies, admite: parte da dificuldade atual é consequência direta da aposta agressiva no desenvolvimento do carro de 2025.
Mesmo com o novo regulamento técnico de 2026 e o projeto ambicioso de unidade de potência própria em parceria com a Ford, a equipe optou por não abandonar a temporada anterior. O resultado: evolução forte no fim de 2025 — com seis vitórias em nove corridas —, mas a conta chegou.
“O carro não estava performando no nível que eles esperavam. A pressão era alta. Você chega no meio da temporada e ganha um novo chefe. Com os novos regulamentos chegando para 2026, com os projetos de nova unidade de potência, havia todos os motivos do mundo para dizer: ‘sabe de uma coisa? Vamos virar a página’. Claro que pagamos um pouco do preço agora”, disse Mekies.
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Até aqui, Verstappen tem como melhor resultado um sexto lugar na Austrália, além de um abandono na China e um oitavo no Japão. Do outro lado da garagem, Isack Hadjar também enfrentou dificuldades de adaptação, e cruzou a linha de chegada em oitavo em Xangai. No Mundial de Construtores, a Red Bull aparece apenas na sexta posição, atrás Alpine e Haas.
“Estamos tentando fazer tudo o que podemos para garantir que este não seja um ano de transição, apesar do tamanho do desafio, apesar do desafio da nova unidade de potência”, disse. “Queremos garantir que não estamos em um ano de transição. Não. Não estamos de forma alguma nesse modo. Estamos em modo de ataque total”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 1 e 3 de maio com o GP de Miami, disputado no Miami International Autodrome. A possível reconfiguração do calendário para o fim de 2026 coloca o Fuji Speedway no radar da categoria.
Fonte: Band F1