Rubinho comenta nova F1 mais elétrica e vê polêmica: “Tem que esperar”

Rubens Barrichello avaliou as mudanças da Fórmula 1 para a temporada de 2026 e comentou o impacto do novo regulamento, que amplia o uso de eletrificação nos carros. Em entrevista ao BandSports, durante o e-Prix de Madrid, o ex-piloto afirmou que o cenário ainda gera dúvidas e precisa de tempo para ser analisado.

“A gente já viu que é polêmico. Tem muita gente não colocando fé dentro dessa nova Fórmula 1”, disse.

O regulamento de 2026 mantém o motor V6 turbo, mas aumenta significativamente a participação da parte elétrica no desempenho dos carros. A potência do sistema elétrico será triplicada, enquanto o conjunto híbrido passa a ter maior protagonismo, em uma mudança que aproxima a categoria das tendências da indústria automotiva.

Segundo Rubinho, esse tipo de transformação costuma gerar resistência inicial e exige cautela antes de qualquer conclusão definitiva.

“Tem que esperar para ver qual é o desfecho disso. Apontar o dedo agora é muito fácil, porque é uma mudança”, afirmou.

Impacto das mudanças na pista

Entre as novidades, a Fórmula 1 também terá alterações na forma de utilização da energia ao longo das voltas, com estratégias mais complexas de recuperação e uso da bateria, além de mudanças aerodinâmicas e no sistema de ultrapassagem.

Na prática, isso pode influenciar diretamente o comportamento dos carros, especialmente em velocidade e entrega de potência, pontos que já são alvo de debate no paddock.

“O carro dá 350 no meio da reta e 335 no final. Não é um negócio muito Fórmula 1, mas são novidades”, explicou.

Nova F1 mais elétrica e sustentável

Outro ponto central do regulamento é o foco em sustentabilidade. Os motores passam a utilizar combustíveis sintéticos e renováveis, enquanto o desenvolvimento das baterias ganha papel estratégico dentro da categoria.

A Fórmula 1, assim, reforça sua função histórica de laboratório tecnológico, com soluções que podem ser aplicadas futuramente em carros de rua, especialmente no segmento elétrico e híbrido.

Apesar das incertezas, Rubinho acredita que a categoria tem capacidade de adaptação ao longo do tempo.

“Se não for bom para eles, com certeza eles vão mudar. Acho que é bem por aí”, completou.

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Fonte: Band F1

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