Software amazônico protege ideias: como usar e quem se beneficia

Um software inovador criado na Universidade Federal do Amazonas (UFAM) está revolucionando a forma como empreendedores, pesquisadores e comunidades amazônicas protegem suas ideias. O Sistema de Identificação e Proteção de Propriedade Intelectual (SIPPI) oferece orientação gratuita sobre a melhor forma de proteger tecnologias e conhecimentos, fortalecendo a bioeconomia da região.

Desenvolvido por alunos da pós-graduação, o SIPPI funciona como um quiz interativo que ajuda o usuário a identificar se sua criação precisa de proteção e qual o tipo mais adequado. A ferramenta já está sendo utilizada pela ONG Idesam para acelerar o processo de orientação a empreendedores e startups.

A iniciativa recebeu o Prêmio FORTEC, reconhecendo seu potencial transformador para os desafios da Amazônia. O software foi criado a partir de uma demanda do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), que buscava uma forma mais ágil e estruturada de orientar projetos com comunidades locais sobre questões de propriedade intelectual.

Software sobre propriedade intelectual foi desenvolvido na ufam
Software foi criado na Ufam, em Manaus. Foto: Reprodução/Ufam

A Pró-Reitoria de Inovação Tecnológica (PROTEC) da UFAM apoiou a proteção da tecnologia e o licenciamento para o Idesam, marcando a primeira transferência de tecnologia não onerosa da universidade para uma instituição sem fins lucrativos. O SIPPI está disponível gratuitamente no site da UFAM e no portal do Idesam, democratizando o acesso à informação e impulsionando a inovação na região.

Para Célia Regina Simonetti Barbalho, professora da UFAM e coordenadora do projeto, o SIPPI é uma ferramenta importante para auxiliar toda a sociedade a identificar e proteger a propriedade intelectual. “O prêmio representa o reconhecimento de um trabalho muito alinhado com a perspectiva de formação de pessoas para atuarem no âmbito da proteção dos direitos de propriedade intelectual sobretudo em uma região sui generis como a Amazônia”, conta.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário