EUA mudam regras para tarifas de aço, alumínio e cobre, com impacto em produtos importados. Entenda as novas alíquotas
A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (2) uma reformulação das tarifas aplicadas aos Estados Unidos sobre produtos de aço, alumínio e cobre. A mudança envolve alterações nas alíquotas, que variam conforme o tipo de produto.
A nova regra estabelece que itens acabados que utilizam esses insumos em sua fabricação terão a tarifa reduzida de 50% para 25%. Essa taxa incidirá sobre o valor total do produto, diferente do que ocorria anteriormente, quando a tarifa de 50% se aplicava apenas ao valor do metal utilizado.
Produtos que contenham mais de 15% do peso total em aço, alumínio ou cobre serão taxados em 25% sobre o valor integral da importação. Exemplos incluem máquinas de lavar e fogões a gás, que terão uma alíquota fixa de 25% se forem majoritariamente feitos de aço. Apesar da redução em alguns casos, especialistas alertam que as mudanças podem elevar o custo de diversas importações, ao ampliar a base de cálculo das tarifas.
A tarifa de 50% permanece válida para commodities, ou seja, produtos compostos majoritariamente por aço, alumínio e cobre. Itens com menos de 15% de conteúdo metálico ficarão sujeitos à tarifa global mínima de 10%, estabelecida anteriormente por Trump. Produtos fabricados no exterior com metais provenientes dos EUA poderão ter uma tarifa reduzida de 10%.
O governo Trump justifica a medida como uma forma de simplificar um sistema tarifário complexo, que dificultava a determinação do valor do conteúdo metálico em diversos produtos. “Então é mais fácil, mais simples, mais direto. Para muitos produtos, será mais baixo. Para alguns, será um pouco mais alto, mas, em geral, está ok”, disse um alto funcionário do governo à Reuters. A expectativa é que a medida aumente a arrecadação com as tarifas sobre aço e alumínio, impostas sob a Seção 232 da Lei de Expansão do Comércio de 1962.
A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, grande parte das tarifas aplicadas por Trump. Em resposta, o ex-presidente recorreu à Seção 122 da legislação comercial dos EUA para impor uma tarifa global de 10% sobre produtos importados.
Com informações do G1