Em meio à trégua, Trump ameaça taxar em 50% países que vendem armas ao Irã e promete cooperação na remoção de material nuclear
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) a aplicação de tarifas extras de 50% sobre produtos de qualquer país que comercialize armas militares com o Irã.
A medida foi divulgada um dia após o anúncio de um cessar-fogo com Teerã. Em um post na rede social Truth Social, Trump declarou: “O país que fornecer armas militares ao Irã será imediatamente taxado em 50% sobre todos os produtos vendidos aos Estados Unidos da América, com efeito imediato. Não haverá exclusões ou isenções!”.
O cessar-fogo, alcançado na terça-feira (7), prevê uma pausa nos ataques ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a reabrir o Estreito de Ormuz, que já apresenta um fluxo intenso de embarcações nesta quarta-feira.
Trump também afirmou que “muitos pontos já foram acordados” com o Irã, negando que Teerã enriquecerá urânio e que os EUA e o Irã trabalharão juntos para remover o estoque iraniano de urânio enriquecido. “Não haverá enriquecimento de urânio, e os Estados Unidos, em cooperação com o Irã, vão escavar e remover todo o “material nuclear” profundamente enterrado (bombardeiros B-2). Esse material está sob vigilância por satélite extremamente rigorosa (Força Espacial!). Nada foi tocado desde a data do ataque”, escreveu na rede social.
O presidente norte-americano acrescentou: “Estamos, e estaremos, discutindo tarifas e alívio de sanções com o Irã. Muitos dos 15 pontos já foram acordados”. A continuidade do programa de enriquecimento de urânio iraniano, que Teerã defende como sendo apenas para fins pacíficos, é uma das exigências do Irã para que a trégua se torne definitiva.
A decisão de Trump ocorre em um momento delicado das negociações, com ambos os lados buscando garantias de que seus interesses serão protegidos. A taxação de 50% pode ser vista como uma forma de pressionar outros países a não fornecerem armas ao Irã, enquanto a promessa de cooperação na remoção de material nuclear pode ser um sinal de boa vontade para avançar nas negociações.
Com informações do G1