Governo Trump planeja reduzir tarifas sobre produtos de aço e alumínio, simplificando o sistema atual e buscando estimular a produção nacional
O governo de Donald Trump planeja reformular as tarifas sobre aço e alumínio. A proposta mantém a alíquota de 50% para a importação desses metais como matérias-primas, mas reduz as taxas para produtos derivados, que passariam a variar entre 15% e 25%, dependendo do item, segundo a agência Reuters.
Os detalhes ainda podem mudar e dependem de um decreto do presidente, que deve ser anunciado já nesta quinta-feira (2). Procurada, a Casa Branca não respondeu de imediato ao pedido de comentário da Reuters. O plano foi divulgado primeiro pelo Wall Street Journal.
De acordo com as fontes, a mudança busca simplificar o modelo atual, considerado complexo. Ele foi adotado no ano passado, quando Trump elevou para 50% as tarifas sobre aço e alumínio previstas na chamada Seção 232. Na ocasião, a medida também passou a incluir milhares de produtos feitos com esses metais — de peças de tratores a pias de aço inoxidável e fogões a gás — com o objetivo de estimular a produção nacional.
No entanto, a cobrança de 50% incidia apenas sobre a parcela de aço e alumínio presente em cada produto, o que dificultava o cálculo por parte dos importadores. Agora, a proposta é aplicar uma tarifa menor sobre o valor total dos produtos derivados importados, o que deve facilitar o cumprimento das regras, segundo as fontes.
A expectativa é que o decreto traga uma lista atualizada dos itens sujeitos às tarifas. Equipamentos usados na produção de aço, por exemplo, podem ser enquadrados na alíquota reduzida de 15%, já que as tarifas mais altas foram criadas para incentivar investimentos no setor dentro dos Estados Unidos. Esses equipamentos — como panelas de fundição e máquinas de laminação — costumam ser importados de países como Alemanha e Itália e são feitos com ligas metálicas resistentes a altas temperaturas.
Com informações do G1