Museu Goeldi em Belém: novas espécies e inovações que impactam a Amazônia

O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém, apresentou resultados expressivos em sua última avaliação de desempenho. Em apenas um ano, a instituição liderou a descoberta de 53 novas espécies de animais e plantas, além de digitalizar 1,5 milhão de registros de suas coleções biológicas para plataformas de dados abertos, facilitando o acesso global à biodiversidade amazônica

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A inovação tecnológica também é destaque, com a solicitação de patentes para um carrapaticida natural para pets e um material resistente para a indústria, ambos derivados da aninga, planta aquática nativa da Amazônia. Além disso, o museu incubou a Iasauatec Amazon, startup que criou um biofertilizante baseado na Terra Preta Arqueológica para revolucionar a agricultura sem agrotóxicos

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Apesar dos avanços, a instituição enfrenta desafios estruturais. O diretor Nilson Gabas Júnior destacou que a participação na COP30 impactou a rotina, mas projetou a meta de excelência para 2026. “A nota do Museu Goeldi foi 8,53, uma nota muito boa. Por pouco, não atingimos o grau excelente”, afirmou o diretor, ressaltando a resiliência da equipe diante de cortes orçamentários

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A popularização da ciência segue forte, com mais de 230 mil pessoas atendidas entre visitas ao Parque Zoobotânico, no bairro de São Brás, e projetos em comunidades ribeirinhas, como na Floresta Nacional de Caxiuanã. Mesmo com a redução de 27% no quadro de servidores efetivos nos últimos oito anos, o MPEG conseguiu captar recursos via parcerias que superam em 167% o orçamento repassado pelo Governo Federal

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Com a chegada de 39 novos servidores concursados, o museu busca preencher lacunas históricas para ampliar sua capacidade de pesquisa e formação de recursos humanos na Região Norte, consolidando-se como referência internacional na salvaguarda do patrimônio natural e cultural da Amazônia

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Com informações do Portal Amazônia.

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