Indígenas Matsigenka na Amazônia peruana: o que mudou na saúde e educação

Uma parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Sociedade Zoológica de Frankfurt reconstruiu seis décadas de história do povo Matsigenka, na Amazônia peruana. O estudo revela que a expectativa de vida ao nascer saltou de 22,6 para 53,8 anos, enquanto a taxa de mortalidade geral caiu 75% no período

Pesquisa contou com trabalho de pesquisadores indígenas nas atividades de campo. Foto: Glenn Shepard/MPEG

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A pesquisa destaca uma transição demográfica importante: a natalidade caiu mais de 50%. Segundo o pesquisador Glenn Shepard, “as mulheres estão indo para a escola, estão estudando, em vez de começar a ter crianças com 14 ou 15 anos de idade”. Atualmente, mais de 30% dos jovens tiveram acesso ao ensino superior desde 2018.

A educação também impulsionou a migração, com 33% dos nascidos nas comunidades do Parque Nacional do Manu mudando-se para fora da área protegida em busca de oportunidades. Esse movimento reflete a nova dinâmica social do grupo, que agora equilibra a vida tradicional com a inserção na economia local

Glenn Shepard é recebido por mulher em comunidade, durante atividade de campo com a FZS, em 2024. Foto: Amador Mambiro/pesquisador indígena

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No campo da saúde, a implementação de sistemas de água potável e saneamento reduziu em 74% a mortalidade infantil por diarreia em aldeias como Yomibato e Tayakome. No entanto, o estudo acende um alerta para o aumento de 150% nas mortes por infecções respiratórias agudas, como Covid-19 e H1N1, entre 2014 e 2024.

Diferente do Brasil, a lei peruana permite que indígenas vivam em parques nacionais. Para os pesquisadores, entender esses dados é vital para a gestão do Parque Nacional do Manu, unindo a conservação da biodiversidade ao bem-estar humano

Rainforest Flow desenvolve projetos de saneamento em comunidades indígenas. Foto: Glenn Shepard/MPEG

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Com informações do Portal Amazônia.

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