Piano de 1913 em Belém: a história e o que ele representa

Em Belém, um piano fabricado em 1913 resgata a memória do Cine Olympia, o cinema mais antigo do país ainda em funcionamento. O instrumento acompanhava ao vivo as sessões de cinema mudo, transformando silêncio em emoção e suspense em acordes.

Adquirido pelo avô da musicista Márcia Aliverti, o piano deixou o cinema com a chegada dos filmes falados e ganhou um novo lar, onde ajudou a formar gerações de músicos paraenses.

Márcia Aliverti segura quadro com imagem dos antigos ônibus “Zeppelin”, que marcaram a história do transporte em Belém e eram administrados por seu avô, o empresário Clóvis Ferreira Jorge. Foto: Paula Lourinho

A professora Mavilda Aliverti, mãe de Márcia, começou a estudar no piano ainda criança e, mais tarde, o utilizou para dar aulas, formando diversas filhas e alunos que hoje são professores de música.

O piano, adaptado para resistir ao clima úmido da Amazônia, é uma relíquia que carrega detalhes curiosos, como a placa do antigo agente comercial Abraham Mathias. Atualmente, o instrumento está preservado como um símbolo da rica história cultural de Belém, enquanto o Cine Olympia passa por obras de restauração.

Placa original do comerciante responsável pela venda do piano em Belém, registro que ajuda a preservar a história do instrumento fabricado em 1913. Foto: Paula Lourinho

“É um piano que trabalhou bastante, formou muita gente e tem muita história”, resume Márcia Aliverti, resgatando a memória de um tempo em que a música era parte essencial da vida da cidade.

Registro do piano histórico fabricado em 1913, instrumento que pertenceu ao Cine Olympia e que, na antiguidade, era sensação nas casas de Belém, onde reunia famílias em saraus e encontros musicais. Foto: Paula Lourinho

Com informações do Portal Amazônia.

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