A orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de mais um protesto em defesa do cão Orelha neste domingo, 17 de maio. O caso, que comoveu o país, reuniu ativistas, defensores dos animais e o ator Dado Dolabella em frente ao Copacabana Palace.
Os manifestantes demonstraram indignação com o arquivamento das investigações sobre a morte do animal, que ocorreu em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. Cartazes e palavras de ordem pediam justiça para Orelha.

A decisão de arquivar o caso foi assinada pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância, após o Ministério Público não encontrar provas suficientes para prosseguir com a investigação.
O relatório do Ministério Público de Santa Catarina apontou inconsistências no inquérito policial, contradições e falta de evidências concretas. Depoimentos foram considerados baseados em boatos e informações de redes sociais.
Laudos descartam agressão
Perícias realizadas descartaram sinais de agressão humana. Os laudos indicaram que Orelha sofria de uma infecção óssea grave e crônica na mandíbula, o que pode ter contribuído para sua morte. Ele acabou sendo submetido à eutanásia.
Além disso, a análise de imagens mostrou que o adolescente investigado não estava com o animal no momento da suposta agressão, conforme indicado inicialmente pela Polícia Civil.
Imagens da defesa do jovem também mostraram Orelha caminhando normalmente horas após o horário estimado da agressão.
Caso Caramelo também foi investigado
A investigação também analisou o caso de outros cães da região, como Pretinha e Caramelo. Caramelo foi adotado, enquanto Pretinha faleceu semanas depois. O Ministério Público também afastou suspeitas de maus-tratos a Caramelo, indicando que os jovens apenas brincavam com o animal no mar.

Dado Dolabella participou da manifestação, demonstrando seu apoio à causa animal.
Com informações de O Fuxico.