Desmatamento em igarapés da Amazônia: o que muda na vida dos peixes?

Quando falamos em desmatamento na Amazônia, quase sempre pensamos na paisagem terrestre. Mas boa parte dos impactos ocorre fora do campo de visão, dentro da água.

A Amazônia abriga milhares de igarapés – pequenos cursos d’água que sustentam alta diversidade de vida. Um estudo recente revela como a remoção da floresta ao redor desses igarapés afeta a cadeia alimentar, desde os insetos até os peixes.

Pesquisadores observaram que a retirada da vegetação ciliar reduz a entrada de folhas e matéria orgânica nos corpos d’água, diminuindo a abundância de insetos que servem de alimento para peixes e outros predadores.

O fogo oferece risco às pessoas e aos animais e contribui para engordar as emissões de gases do efeito estufa. Em 2018, apesar da tendência geral de queda no número de focos de calor na Amazônia Legal, estados críticos em desmatamento registraram mais fogo.
Foto: Reprodução/Greenpeace

Com menos alimento disponível, a diversidade de peixes é ameaçada e a resiliência do ecossistema é reduzida, tornando-o mais vulnerável a secas, aumento de temperatura e poluição.

A legislação brasileira exige a manutenção de faixas de vegetação ao redor de rios e igarapés, mas a implementação nem sempre é efetiva. A conservação da vegetação ciliar é crucial para manter o funcionamento ecológico desses importantes ecossistemas.

Proteger a floresta não é apenas uma questão de preservar a biodiversidade terrestre, mas também garantir a saúde dos igarapés e a disponibilidade de recursos para as comunidades que dependem deles.

Com informações do Portal Amazônia.

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