Irã avalia taxar navios no Estreito de Ormuz, informa parlamentar

Irã estuda cobrar taxas de navios no Estreito de Ormuz, rota crucial para o petróleo mundial, em meio a tensões geopolíticas

O Irã considera a possibilidade de cobrar taxas de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, conforme revelou um parlamentar do país. A medida pode ser uma estratégia para monetizar o controle estratégico da via, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo e do gás liquefeito comercializados globalmente.

A discussão sobre a taxação ocorre em um contexto de escalada de tensões na região, com o Irã interrompendo o tráfego marítimo no estreito para embarcações que, segundo Teerã, possuem ligações com seus adversários e aliados. A guerra entre Israel e Hamas, com reflexos no Oriente Médio, intensificou a instabilidade na área.

De acordo com a agência de notícias “Iranian Students’ News Agency”, o parlamentar informou que o Congresso iraniano está analisando um projeto de lei que prevê a cobrança de pedágios e taxas de países que utilizam a rota para o transporte de mercadorias, incluindo energia e alimentos.

Em declaração recente, um assessor do líder supremo do Irã, Mohammad Mokhber, anunciou a implementação de um “novo regime para o Estreito de Ormuz” após o fim do conflito. A proposta permitiria ao país impor restrições marítimas a nações que adotaram sanções contra Teerã. “Ao usar a posição estratégica do Estreito de Ormuz, podemos sancionar o Ocidente e impedir que seus navios passem por essa via”, afirmou Mokhber, segundo a agência Mehr News Agency.

O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de energia. Qualquer interrupção significativa no tráfego marítimo pela região poderia ter um impacto considerável nos preços do petróleo e do gás em todo o mundo. A possível taxação iraniana adiciona mais um elemento de incerteza a um cenário já volátil.

Em 2019, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA não precisariam de ajuda para reabrir o Estreito de Ormuz caso fosse fechado. A declaração refletiu as tensões existentes entre os dois países na época.

Com informações do G1

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