Microplásticos em peixes do Tumucumaque: o que isso significa para você

Pesquisadores da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) identificaram microplásticos em peixes do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. A análise revelou a presença de fibras, fragmentos de filme plástico e até glitter nos organismos.

A mestranda Thayana Castro, responsável pela pesquisa, relatou o impacto ao encontrar as partículas: “Quando vi pela primeira vez essas partículas nos peixes, fiquei muito impactada. São invisíveis a olho nu, mas no microscópio revelam fibras, glitter, fragmentos de filme plástico. Isso mostra como o problema é silencioso e perigoso. É uma ameaça que precisa ser solucionada, porque afeta diretamente a reprodução e o crescimento dos animais”.

A hipótese é que os microplásticos chegam à região por meio da atmosfera, transportados por ventos e nuvens, da mesma forma que a poeira do Saara. A coleta de amostras de água da chuva confirmou a presença de 194 partículas em apenas 225 ml.

peixes no amapá são objetos de estudo
A mestranda Thayana Castro, do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade da Unifap. Foto: Divulgação

Os pesquisadores alertam que a contaminação pode afetar o crescimento e a reprodução dos peixes, além de representar riscos à saúde humana, já que microplásticos já foram encontrados em pessoas. A pesquisa reforça a necessidade urgente de ações para reduzir o impacto da poluição plástica.

Jefferson Vilhena, pesquisador do Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (Nhmet). Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica AP

“O microplástico já foi encontrado em peixes, aves e até em seres humanos. Ele pode comprometer a saúde, causar desequilíbrios e até mortandade de espécies. É um problema global e precisamos agir para reduzir esse impacto”, reforçou Thayana.

Amanda Arnaud, graduanda em Ciências Biológicas. Foto: Jeferson Gonçalves/Rede Amazônica AP

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário