O Nubank anunciou, nesta quinta-feira (10), o início da oferta de seus produtos financeiros no mercado dos Estados Unidos. A operação ocorre inicialmente por meio de bancos parceiros, conforme detalhado em comunicado oficial emitido pela instituição financeira digital brasileira.
Durante um evento realizado em Miami, o presidente-executivo David Vélez e a cofundadora e presidente-executiva do Nubank nos EUA, Cristina Junqueira, explicaram que o portfólio inicial de serviços contará com contas de poupança, emissão de cartões de crédito e a realização de remessas de valores.
Para viabilizar essa entrada no mercado norte-americano, o Nubank estabeleceu uma parceria com o Lead Bank. Através desse acordo, a instituição passa a oferecer contas de depósito com rendimento de 3,50%, além de serviços de transferências financeiras e um cartão de crédito isento de taxas, que oferece 1,5% de cashback aos usuários.
No que diz respeito à regulação, a licença bancária do Nubank recebeu aprovação condicional do OCC (Office of the Comptroller of the Currency) em janeiro. Atualmente, a instituição aguarda a conclusão dos processos de aprovação junto ao Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) e à FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation).
Cristina Junqueira ressaltou, durante o lançamento em Miami, que a operação própria do Nubank nos Estados Unidos deve começar no próximo ano. Até que as licenças definitivas sejam concedidas, a instituição continuará atuando sob o modelo de parceria com outras entidades financeiras locais.
Além dos serviços bancários tradicionais, a plataforma permitirá que os clientes realizem a negociação de ativos digitais. Entre as opções disponíveis para investimento e troca, estão as criptomoedas bitcoin e ethereum, expandindo a oferta de produtos para o público americano.
A expansão para os Estados Unidos marca um passo estratégico para o banco digital, que busca diversificar sua base de clientes e consolidar sua presença internacional, aplicando a tecnologia de serviços financeiros que impulsionou seu crescimento no Brasil e em outros países da América Latina.
Com informações do G1