A Petrobras comunicou nesta quarta-feira (9) que realizará mudanças nos valores da gasolina A vendida para as distribuidoras. A companhia deixará de aplicar um desconto de R$ 0,44 por litro e efetuará um reajuste de R$ 0,19 no preço do combustível. As novas condições entram em vigor nesta quinta-feira (10).
De acordo com a estatal, esse aumento será neutralizado por uma redução de R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, medida anunciada pelo governo federal. Na prática, a soma do fim do desconto (R$ 0,44) com o ajuste de preço (R$ 0,19) totaliza R$ 0,63, valor que é exatamente compensado pela queda nos tributos.
A petroleira ressaltou que, devido a esse equilíbrio, não haverá impacto financeiro para as distribuidoras nem para o consumidor final nos postos. Com a atualização, o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras será fixado em R$ 3,24 por litro.
É importante diferenciar que a gasolina A é o produto puro, comercializado pelas refinarias para as distribuidoras antes da mistura com o etanol. Somente após a adição do etanol anidro é que o combustível se torna a gasolina C, que é a versão encontrada para venda ao público nos postos de combustíveis.
Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto nesta quarta-feira que amplia a subvenção à gasolina em R$ 0,44 por litro, reduzindo a carga tributária nesse montante. Esta ação substitui a subvenção anterior, que tinha validade até esta quarta-feira.
O decreto também estabelece a isenção de tributos sobre o etanol hidratado, resultando em uma redução de R$ 0,19 por litro. Além disso, foi publicada uma medida provisória (MP) que autoriza a subvenção de R$ 1 por litro para o óleo diesel. Este valor se soma ao subsídio de R$ 1,12 já existente até 26 de setembro, elevando a subvenção total do diesel para R$ 2,12 por litro.
Tais medidas ocorrem em um cenário de alta do petróleo no mercado internacional, a menos de um mês da eleição presidencial. O petróleo do tipo Brent, principal referência global, superou novamente a marca de US$ 100 por barril nesta quarta-feira, impulsionado pelo agravamento de conflitos no Oriente Médio. Vale lembrar que o Brasil importa mais de 25% do diesel consumido internamente.
Em nota oficial, a Petrobras afirmou que a alteração ocorre devido ao fim da vigência da Medida Provisória nº 1.358/2026. Sobre o óleo diesel, a empresa informou que aguarda a publicação dos atos legais necessários para avaliar a implementação da nova subvenção econômica anunciada pelo Governo Federal.
A companhia reiterou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade em sua estratégia comercial, mantendo em seu portal oficial as informações detalhadas sobre a composição e a dinâmica de formação de preços dos combustíveis.
Com informações do G1