Faustão fala sobre transplantes e resiliência em conversa com Pedro Bial

Faustão abriu o coração sobre a fase mais difícil de sua vida durante uma visita de Pedro Bial em sua casa. No programa “Conversa com Bial”, exibido pela Globo na noite de terça-feira (15), o apresentador detalhou como tem sido sua recuperação após passar por quatro transplantes.

Atualmente, o ex-comandante do Domingão já retomou algumas atividades físicas para melhorar sua qualidade de vida. “Minha rotina agora é muito boa porque eu faço Tai Chi Chuan… faço musculação e fisioterapia”, revelou.

O apresentador também relembrou o peso de ter passado três anos em ambiente hospitalar. “Saí mês passado. Fiquei o tempo todo no hospital. Você fica com dor nas costas, sai cheio de efeitos colaterais”, contou, ressaltando que, apesar disso, não teve problemas com os transplantes em si.

Questionado por Bial se sentiu tristeza nesse período, Faustão negou e afirmou que a maior lição foi a paciência. Com bom humor, ele brincou: “Cura. Eu que não tinha paciência para nada fui doutrinado, ou melhor, adestrado, para ter paciência e resiliência. Foram quatro transplantes”.

Sobre o tratamento, Faustão deixou claro que confiou totalmente na equipe médica e não quis interferir nas decisões técnicas. “Não quis saber de nada, porque não é a minha praia”, disse, ironizando quem tenta dar palpites médicos sem ter formação: “Eu não sou formado em medicina pela internet”.

O apresentador também refletiu sobre a vida e a carreira, destacando que a família é o seu maior patrimônio. Ele lembrou com carinho dos profissionais que começaram com ele na TV Globo e que hoje ocupam cargos de direção na emissora.

A jornada de saúde de Faustão incluiu um transplante de coração em agosto de 2023, seguido por um de rim seis meses depois. Em agosto de 2025, ele passou por um transplante de fígado e um novo transplante renal.

No programa, os médicos Fábio Gaiotto e Fernando Bacal explicaram a complexidade do caso e alertaram sobre a importância da doação de órgãos. Segundo Bacal, cerca de 50 mil brasileiros aguardam na fila por um órgão, e aumentar a taxa de autorização familiar, que hoje é de 45%, seria fundamental para salvar mais vidas.

Com informações de O Fuxico.

Deixe um comentário