As tentativas de golpes digitais contra consumidores de brinquedos aumentam drasticamente durante o Dia das Crianças. O volume de fraudes nesse período chega a ser maior do que o registrado no Natal, data que normalmente lidera as vendas do varejo brasileiro.
Essas informações fazem parte de um levantamento realizado pela Serasa Experian, que analisou o comportamento do comércio eletrônico no Brasil entre julho do ano passado e junho deste ano.
O estudo indica que, embora o Natal tenha apresentado 30,4% mais compras legítimas de brinquedos, o Dia das Crianças concentrou um índice 26,15% maior de tentativas de fraude.
O impacto financeiro pretendido pelos criminosos também foi mais expressivo em outubro. O valor total das transações fraudulentas que foram bloqueadas no Dia das Crianças superou em 97,98% o prejuízo estimado para a época natalina.
Em outubro do ano passado, o setor de brinquedos no e-commerce contabilizou 49.519 pedidos reais, o que representa um volume 98,2% superior à média mensal do período analisado. No entanto, as tentativas de golpe cresceram em um ritmo ainda mais veloz, com 371 fraudes barradas no mês.
Esse número indica uma alta de 130,4% em comparação à média mensal do restante do ano. Graças às tecnologias de segurança, foi possível evitar um prejuízo estimado em R$ 193,3 mil.
A pesquisa também revelou que os golpistas buscam valores mais altos em outubro. O ticket médio da fraude foi de R$ 506,91, representando uma alta de 18,2% frente à média dos demais meses, que foi de R$ 428,91. Já nas compras legítimas, o gasto médio permaneceu estável, com variação de apenas 0,6%, situando-se entre R$ 224,00 e R$ 253,00.
Rodrigo Sanchez, diretor de autenticação e fraude da Serasa Experian, afirma que “os golpistas adaptam suas estratégias rapidamente, o que exige que o varejo digital utilize camadas de inteligência para identificar comportamentos suspeitos sem criar barreiras para o cliente real”.
Sobre o perfil dos envolvidos nas tentativas de golpe, o estudo mostrou que pessoas com mais de 51 anos concentraram a maioria das ações barradas, representando 51,5% dos casos (191 de 371 ocorrências), embora tenham registrado o menor valor médio por golpe (R$ 312,95).
A faixa etária entre 26 e 35 anos foi a que teve as tentativas de fraude mais caras, com ticket médio de R$ 949,80. Já o grupo de 36 a 50 anos foi o que mais realizou compras reais, respondendo por 37,8% dos pedidos legítimos.
Para evitar prejuízos, a Serasa Experian recomenda desconfiar de preços excessivamente baixos em marcas famosas e conferir sempre a URL oficial do site. Também é orientado evitar links de procedência desconhecida em redes sociais ou WhatsApp, não compartilhar senhas e códigos de ativação, checar a reputação de vendedores em marketplaces e monitorar o CPF para detectar usos indevidos.
Com informações do G1