A Walt Disney efetuou a demissão de algumas centenas de colaboradores em diversos setores da companhia, conforme reportou a revista americana Variety nesta terça-feira (29), baseando-se em informações de uma fonte próxima ao caso.
Os cortes de pessoal impactaram majoritariamente os setores de tecnologia da informação (TI) e de recursos humanos, abrangendo tanto a administração central quanto diferentes divisões operacionais da empresa.
Este movimento representa a terceira etapa de demissões realizada pela Disney no decorrer deste ano, desde que Josh D’Amaro assumiu a posição de CEO, em março. As dispensas ocorrem após a organização ter sinalizado a intenção de implementar novas estratégias de redução de custos.
Durante a apresentação dos resultados financeiros do trimestre encerrado em junho, D’Amaro e o diretor financeiro, Hugh Johnston, declararam que a empresa analisava formas de diminuir as despesas, o que incluía a revisão do quadro de funcionários e a redução de gastos administrativos.
Em um comunicado enviado aos acionistas no dia 5 de agosto, os executivos esclareceram que a estratégia de corte de gastos visava liberar capital para a aplicação de investimentos em setores com potencial de crescimento.
O histórico de cortes recentes mostra que, em abril, a Disney eliminou aproximadamente 1.000 postos de trabalho em áreas variadas, como marketing, estúdios, televisão, ESPN, produtos, tecnologia e funções corporativas.
Posteriormente, em julho, houve outra fase de demissões que atingiu centenas de profissionais em divisões corporativas e em unidades como a Pixar, ESPN e Disney Entertainment Television.
De acordo com a Variety, a maior concentração de cortes nos estúdios ocorreu na Pixar, enquanto a National Geographic focou a maior parte das demissões em sua área de televisão.
Ainda em agosto, a companhia disponibilizou pacotes de aposentadoria antecipada para executivos com longo tempo de serviço na organização.
Com base em dados da companhia citados pela Reuters, a Disney contava com cerca de 231.000 funcionários ao final do ano fiscal de 2025, sendo aproximadamente 172.000 nos Estados Unidos e 59.000 em operações internacionais.
Até o momento, a Disney não emitiu resposta imediata aos pedidos de comentário feitos pela agência Reuters.
Vale lembrar que a empresa já havia passado por um processo expressivo de demissões em 2023. Naquela ocasião, foram cortados cerca de 7.000 empregos como parte de um plano para reduzir custos em US$ 5,5 bilhões sob a gestão do então CEO Bob Iger.
As informações sobre as demissões desta terça-feira (29) foram publicadas inicialmente pelo portal especializado Deadline e, posteriormente, confirmadas pela revista Variety.
Com informações do G1