Voto indígena na Amazônia: como funciona o transporte e o acesso às urnas

Informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que, dos mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar nas Eleições 2026, cerca de 287 mil se autodeclararam indígenas. A maior parte desse grupo está concentrada nos estados da Amazônia Legal, distribuída entre zonas urbanas e áreas rurais remotas.

Para quem vive em regiões de difícil acesso, a participação eleitoral depende de fatores logísticos e climáticos, como o nível dos rios. Em casos extremos, onde a navegação é impossível, a Justiça Eleitoral utiliza aviões e helicópteros para transportar urnas e eleitores

Indígena do Amazonas segurando o documento de título de eleitor
Indígena do Amazonas com seu título de eleitor. Foto: Reprodução/TRE-AM

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Para viabilizar esse processo, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) devem assegurar transporte gratuito para indígenas, quilombolas e ribeirinhos. A medida é coordenada por comitês estaduais e fiscalizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), integrando o programa “Seu Voto Importa”.

O benefício, regulamentado pela Resolução nº 23.753/2026 do TSE, também atende pessoas com mobilidade reduzida. O pedido de transporte individual deve ser feito até 20 dias antes do pleito, podendo ser solicitado pelo próprio eleitor ou representante legal no cartório eleitoral

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Atualmente, o Brasil conta com 1.181 seções de votação instaladas em 243 territórios indígenas. Para promover a inclusão, os mesários são recrutados dentro das próprias comunidades. Entre as etnias com maior número de eleitores destacam-se os Tikuna, Makuxí e Kokama.

Na Amazônia Legal, a concentração de eleitores indígenas é expressiva entre os povos Tikuna e Kokama no Amazonas, Makuxí e Wapixana em Roraima, além de Munduruku, Baré e Sateré-Mawé no Pará, Tenetehara no Maranhão e Xavante no Mato Grosso

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Com informações do Portal Amazônia.

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