Estatais federais acumulam rombo recorde de R$ 4,16 bilhões no início de 2026

Déficit das estatais federais atinge R$ 4,16 bilhões no 1º bimestre, o pior da história. Petrobras e Eletrobras não estão incluídas

As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, conforme dados divulgados nesta terça-feira (31) pelo Banco Central.

🔎O termo “déficit” indica que os gastos dessas estatais superaram a receita gerada no período. Este é o pior resultado para um primeiro bimestre desde o início da série histórica do BC, em 2002. Anteriormente, o maior rombo registrado para este período havia sido em 2024, com -R$ 1,36 bilhão.

O valor negativo acumulado em apenas dois meses deste ano se aproxima do déficit total registrado em 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões. A análise do Banco Central exclui a Petrobras, a Eletrobras e as empresas do setor financeiro (bancos públicos).

O BC explica que a Petrobras e a Eletrobras foram retiradas do cálculo das estatais federais em 2009, mas ressalta que a série histórica anterior foi revisada com base na nova metodologia, mantendo a validade desde 2002. Empresas como Correios, Emgepron, Hemobrás, Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev e Emgea estão incluídas nesse cálculo.

O Banco Central utiliza o conceito de variação da dívida, amplamente aceito em análises fiscais internacionais. Já o governo adota o critério “acima da linha” (receitas menos despesas, sem considerar os juros da dívida). Essa diferença metodológica pode influenciar a percepção do desempenho fiscal das estatais.

O resultado demonstra um cenário desafiador para as contas públicas, exigindo atenção e medidas para reverter o quadro de déficit nas estatais federais.

Com informações do G1

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