Carroças em Manaus: história, arte e o fim de uma era

Uma vasta área de Portugal continental encontrava-se preparada para o trabalho agrícola, e no Norte, onde predominam as terras altas, o uso do carro de bois era comum. No Sul, as terras baixas do Alentejo e Algarve exibiam carroças ricamente decoradas, consideradas as mais belas de Portugal.

As carroças, adaptadas às diferentes geografias portuguesas, tinham sempre a função de transportar produtos agrícolas ou trabalhadores. Mesmo hoje, algumas relíquias ainda podem ser vistas em uso, desafiando a modernidade.

No passado de Manaus, a condução se resumia ao bonde e ao cavalo. O cavalo era a força motriz da cidade, e em torno dele, diversas profissões prosperavam, como a do carroceiro, construtor de carroças, e do corrieiro, artesão de arreios.

Oficinas de carroças pontilhavam Manaus, e o trabalho dos carroceiros era essencial para o desenvolvimento da cidade, transportando materiais de construção e impulsionando o progresso. A oficina de Faísca, na Rua Saldanha Marinho, foi a última a construir carroças em Manaus.

Paralelamente, a profissão de corrieiro era de extrema importância para quem tinha cavalo. Corrieiro era justamente o artífice que fabricava os arreios de couro de boi, seja para um cavalo elegante, que passeava ereto sobre seu animal aos domingos pelas ruas principais de Manaus, exibindo o seu visual, ou para um cocheiro, ou melhor para um cocheiro que puxava suado e pachorrentamente o seu veículo, com muito peso de mercadoria de várias qualidades, muitas vezes empurrando juntamente com o animal a carroça em ladeiras íngremes e cheias de buracos.

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Hoje, as carroças portuguesas são peças valiosas da arqueologia agrícola, merecendo espaço em museus e na memória coletiva.

Com informações do Portal Amazônia.

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