Liofilização de frutas em Jordão (AC): o que muda para famílias da região

No município de Jordão, no Acre, a dificuldade de transporte e os altos custos logísticos faziam com que grande parte das frutas da floresta se perdesse antes de chegar ao consumidor. Para enfrentar esse problema, o Instituto Flor da Floresta criou o Projeto Liofilização e Beneficiamento de Alimentos Orgânicos Tradicionais da Amazônia, que beneficia cerca de 50 famílias indígenas e ribeirinhas

Foto: Divulgação/Projeto Liofilização e Beneficiamento de Alimentos Orgânicos Tradicionais da Amazônia

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A técnica de liofilização, que retira a água dos alimentos por meio de desidratação a frio e vácuo, preserva até 98% das vitaminas e antioxidantes, permitindo que o produto seja armazenado por até dois anos sem conservantes. “O produto teria um pequeno peso, o que facilitaria o transporte para fora do município”, explica a médica Marcela Thiemi Andrade Korogi, idealizadora da iniciativa.

Atualmente, a produção abrange açaí, patauá, bacaba, buriti e graviola. Apesar do sucesso técnico, a logística segue como o maior entrave, com custos elevados de combustível e energia. “Hoje temos uma das gasolinas mais caras do Brasil, assim como o gás e a energia elétrica”, ressalta Marcela, destacando a complexidade de operar em um município isolado por via terrestre

Foto: Divulgação/Projeto Liofilização e Beneficiamento de Alimentos Orgânicos Tradicionais da Amazônia

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O projeto, que já foi finalista do 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, busca agora ampliar sua estrutura com a chegada de um novo liofilizador e a construção de uma unidade regularizada. O foco não é o lucro, mas a sustentabilidade: “A ideia é pagar os salários, manter o funcionamento da iniciativa e reinvestir os recursos no próprio projeto do açaí”.

Com informações do Portal Amazônia.

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