Teste rápido para nematóides da soja: o que muda para o produtor de MT

Pesquisadores da Unemat em Nova Xavantina, Mato Grosso, desenvolveram um teste rápido para identificar nematóides fitoparasitários na soja, pragas que causam perdas bilionárias no setor produtivo. A ferramenta utiliza diagnóstico molecular para detectar os vermes que atacam as raízes, caules e folhas da planta.

O teste inovador combina duas técnicas: metagenômica e qPCR. A metagenômica oferece uma visão geral do DNA presente no solo, enquanto o qPCR identifica e quantifica as espécies de nematóides de forma precisa e em tempo real.

Unemat desenvolve teste rápido para identificar nematóides em lavouras de soja
Projeto está criando teste que lê DNA da terra e consegue identificar, de forma rápida e precisa, várias espécies de vermes inimigos da soja em um único exame de laboratório. Foto: Rodrigo Spyer

Diferentemente dos métodos tradicionais, o teste é multiplex, ou seja, consegue detectar várias espécies de nematóides simultaneamente, agilizando o diagnóstico e permitindo um manejo mais eficiente das lavouras. O foco da pesquisa são espécies agressivas como Heterodera glycines, Meloidogyne javanica e Pratylenchus brachyurus.

A Unemat construiu um banco de dados molecular inédito ao decifrar a ‘identidade genética’ dos vermes presentes nas fazendas de Mato Grosso. Essa inovação permite a detecção precoce das pragas, facilitando o manejo integrado e reduzindo as perdas econômicas. A pesquisa recebeu um aporte de R$ 4.639.837,31 para expansão do laboratório AraguaiaBiotech.

Teste é multiplex, ou seja, possui a capacidade de rodar vários testes ao mesmo tempo em um único tubo de ensaio: ao invés de fazer um exame para o nematoide A, outro para o B e outro para o C, o multiplex detecta todos de uma vez só. Foto: Rodrigo Spyer

“Quando você cria infraestrutura, cria também um ambiente: atrai projetos, amplia redes, forma pessoas e aumenta a capacidade de responder rápido a problemas reais. É isso que estamos construindo”, afirma Joaquim Manoel da Silva, coordenador do AraguaiaBiotech.

Com informações do Portal Amazônia.

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