O cenário da economia global volta a ter os olhos voltados para a Ásia nesta semana. A Casa Branca convidou Elon Musk, CEO da Tesla, e Tim Cook, chefe da Apple, para integrarem a delegação oficial do presidente Donald Trump em sua viagem à China. A informação foi divulgada pela Bloomberg News nesta segunda-feira (11), com base em fontes oficiais.

A visita de Estado, confirmada pela agência oficial chinesa Xinhua, está programada para ocorrer entre os dias 13 e 15 de maio. O objetivo central da missão é diplomático e econômico: Trump espera que a presença de grandes nomes do setor privado ajude a desbloquear uma série de acordos comerciais e contratos de compra estratégicos entre as duas maiores potências do mundo.
Além de Musk e Cook, a comitiva contará com a presença de outros executivos de peso do setor financeiro e de tecnologia. Entre os nomes citados pela Bloomberg estão David Solomon, do Goldman Sachs Group, Stephen Schwarzman, da Blackstone, e Larry Fink, da BlackRock. Também devem acompanhar o presidente Jane Fraser, do Citigroup, e Dina Powell McCormick, representante da Meta Platforms.
Ao todo, o grupo será composto por mais de uma dúzia de executivos de alto escalão. A estratégia de levar líderes de empresas que possuem dependência direta de cadeias de suprimentos e mercados chineses — como é o caso da Apple e da Tesla — visa facilitar a negociação de termos mais favoráveis para os negócios americanos em solo chinês.
Até o momento, as empresas mencionadas não responderam aos pedidos de comentários enviados pela agência Reuters. A expectativa é que a cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, defina novos rumos para a relação comercial bilateral, que tem sido marcada por tensões tarifárias e disputas tecnológicas nos últimos anos.
A movimentação é vista por analistas como um esforço para estabilizar as relações econômicas e garantir que as gigantes da tecnologia e do setor financeiro dos Estados Unidos mantenham sua competitividade e acesso ao mercado asiático, essencial para o crescimento global dessas corporações.
Com informações do G1