A Nvidia, empresa que se tornou a mais valiosa do mundo graças ao boom da inteligência artificial (IA), anunciou o lançamento do RTX Spark. O novo chip é focado em computadores pessoais e marca a tentativa da gigante de tecnologia de dominar o mercado de dispositivos integrados com IA.
O anúncio foi feito na última segunda-feira (01/06) pelo diretor-executivo da companhia, Jensen Huang, durante um discurso na abertura da Computex, a tradicional feira de tecnologia realizada em Taipei, Taiwan.
Segundo Huang, a chegada dessa tecnologia representa um marco histórico para a computação. “Essa reinvenção do computador é tão significativa quanto foi a reinvenção do telefone no que hoje conhecemos como smartphone”, afirmou o executivo ao apresentar o produto.
No site oficial, a Nvidia descreve o RTX Spark como “um novo superchip… para a era dos agentes pessoais de IA — oferecendo uma nova classe de computador que passa de ferramenta a colega de trabalho”. A ideia é que a máquina deixe de ser apenas um executor de tarefas para se tornar um assistente proativo.
O chip será integrado a uma nova linha de PCs com sistema Windows de grandes fabricantes, incluindo Lenovo, HP, Dell, Microsoft Surface, Asus e MSI. A previsão é que esses modelos cheguem ao mercado na segunda metade deste ano, com a Acer e a Gigabyte lançando suas versões na sequência.
A movimentação da Nvidia coloca pressão direta sobre a Apple e a Intel, que atualmente dominam o setor. Para se ter uma ideia da concorrência, a Lenovo, HP, Dell e Apple detiveram quase 75% do mercado global de computadores pessoais no primeiro trimestre deste ano, segundo dados da consultoria Gartner.
Enquanto expande sua presença nos PCs, a Nvidia também lida com tensões geopolíticas. No domingo (31/05), o governo dos Estados Unidos endureceu as regras de exportação de chips avançados, como os processadores Blackwell, para a China.
O Departamento de Comércio americano esclareceu que licenças específicas são necessárias para exportar chips de IA para subsidiárias de empresas chinesas, mesmo que estejam sediadas fora da China. O objetivo é impedir que Pequim utilize tecnologia de ponta para desenvolver capacidades críticas de inteligência artificial.
Com uma avaliação de mercado que já ultrapassa os US$ 5 trilhões, a Nvidia consolida sua posição como a peça central da infraestrutura tecnológica global, movendo-se agora dos grandes centros de dados para a mesa de trabalho do usuário final.
Com informações do G1