Cientistas identificaram 396 novos geoglifos escondidos nas florestas do sul da Amazônia, em uma área que abrange o Acre, o sul do Amazonas e regiões da Bolívia e do Peru. A descoberta foi possível graças ao uso da tecnologia lidar, um radar a laser que mapeia o relevo em 3D abaixo da vegetação, revelando estruturas que eram invisíveis em imagens de satélite

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O estudo, coordenado pelo botânico Evandro Ferreira da Universidade Federal do Acre (Ufac), revela que a maioria dessas construções estava oculta. “A pesquisa encontrou novos geoglifos. Antes do levantamento, apenas 36 estruturas do tipo eram conhecidas na região”, explicou o pesquisador. Com os novos dados, a estimativa é que a região possa abrigar até 30 mil geoglifos

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A descoberta altera a compreensão sobre a ocupação humana na Amazônia, provando que povos antigos, como a civilização Aquiry, não viviam apenas às margens dos rios, mas também nos interflúvios. Estima-se que, entre os anos 100 e 300 d.C., a população associada a essas obras tenha variado entre 1,25 milhão e 3 milhões de pessoas

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Além do valor histórico, o achado gera alertas sobre a preservação ambiental e arqueológica. Como os geoglifos são protegidos por lei, a expansão da agricultura mecanizada em municípios como Capixaba e Acrelândia pode gerar conflitos. “Quem quer mecanizar vai encontrar muitos geoglifos, e aí tem toda essa questão de que não pode mexer”, concluiu Ferreira.
Com informações do Portal Amazônia.