Mudanças climáticas e a exploração ilegal de minérios já causam impactos severos na população do Amazonas. De acordo com o relatório ‘O protagonismo das florestas brasileiras na agenda climática global’, do projeto Amazônia 2030, o estado enfrenta ciclos de secas e cheias extremas que resultam na morte de peixes e perdas agrícolas, agravando a insegurança alimentar de comunidades dependentes da natureza.
O avanço do garimpo ilegal é outro ponto crítico, especialmente pela contaminação dos rios por mercúrio. A liderança indígena Vanda Witoto relata no documento: “Em nossa região do Amazonas, vivenciamos, nos últimos dois anos, secas e cheias extremas, morte de peixes sem oxigênio, perda das plantações e insegurança alimentar. Estamos com medo de beber das águas, comer dos peixes e mergulhar nos rios. As águas agonizam contaminadas com mercúrio pela ganância do ouro”

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Além da crise hídrica, o relatório aponta que a perda de cobertura florestal tem elevado as temperaturas próximas aos centros urbanos, intensificando as ondas de calor. Há também uma preocupação crescente com a pressão sobre territórios indígenas e a apropriação de saberes ancestrais sem o devido reconhecimento das comunidades tradicionais

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Apesar do cenário alarmante, especialistas defendem que o Amazonas pode liderar uma economia baseada na conservação. A bioeconomia e o manejo sustentável são apontados como caminhos para gerar renda e emprego sem destruir a floresta, preservando os “rios voadores” que regulam as chuvas em toda a América do Sul.
O documento reforça que a degradação do bioma, impulsionada por queimadas e extração ilegal de madeira, compromete não apenas a biodiversidade, mas a saúde pública e a sobrevivência dos povos da floresta, exigindo medidas urgentes de fiscalização e preservação.
Com informações do Portal Amazônia.