Vacinação e arboviroses na Amazônia: riscos de surtos e como monitorar vírus

O virologista e pesquisador da Fiocruz, Felipe Gomes Naveca, alertou para a necessidade urgente de aumentar a cobertura vacinal no Brasil. Segundo o especialista, a baixa adesão às vacinas coloca a população sob risco de novos surtos e epidemias de doenças que já eram controladas, como a poliomielite, o sarampo, a influenza e a febre amarela.

Durante encontro promovido pelo Instituto Todos pela Saúde (ITpS), Naveca discutiu o monitoramento de arboviroses como dengue, Zika e chikungunya. Sobre a suspensão temporária de vacinas contra a dengue pelo Ministério da Saúde, ele defendeu a medida para garantir a transparência após reações adversas. “Foram 42 casos de eventos supostamente adversos à vacinação num cenário de 500 mil pessoas vacinadas, sendo três casos graves com dois óbitos”, detalhou.

Instituto Leônidas & Maria Deane - ILMD/Fiocruz Amazônia
Foto: Divulgação

O pesquisador enfatizou que a vigilância moderna vai além do diagnóstico simples, integrando dados laboratoriais e genômicos. Ele destacou a importância da Rede Genômica Fiocruz, essencial na identificação de linhagens do SARS-CoV-2, e a Rede de Laboratórios de Referência para Vírus Respiratórios, que monitora mutações da Influenza globalmente.

Para a população e gestores de saúde, Naveca indicou o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. A ferramenta permite acompanhar picos de casos por região e dados sobre vírus como Oropouche, Zika, Febre Amarela e Chikungunya, sendo fundamental para a prevenção de novas crises sanitárias em regiões urbanizadas e com clima quente, como a Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.

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