Pesquisadores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) realizam estudos sobre terras raras em Caracaraí, no Sul do estado. A área analisada possui mais de 120 mil hectares, situando-se entre duas serras, e apresenta rochas e argilas de aspecto brilhante. Esses elementos químicos são fundamentais para a indústria de alta tecnologia, sendo aplicados em baterias, turbinas eólicas e sistemas de defesa

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O projeto, que conta com a parceria da Universidade de São Paulo (USP), utiliza nanotecnologia para a separação dos minerais. Até o momento, as análises no Complexo Barreira identificaram 16 dos 17 elementos de terras raras. Segundo o doutor em bioestratigrafia Vladimir de Souza, “estamos nos direcionando na pesquisa para ver quanto de teor tem de terras raras”, ressaltando que o trabalho ainda está em fase inicial

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A geologia local, com rochas de até 2 bilhões de anos e a influência de blocos tectônicos, favoreceu a concentração desses minerais. A presença de argilas iônicas com alta capacidade de troca de cátions impede que os elementos sejam perdidos por lixiviação. De acordo com o agrônomo José Frutuoso do Vale Júnior, a profundidade de quase cinco metros de argila na região é considerada “uma anomalia” para a Amazônia

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A descoberta ocorreu de forma casual em 2019, quando o empresário Lusérgio Barreira enviou amostras de argila de sua propriedade para análise em São Paulo. Atualmente, a pesquisa avança para a etapa de sondagem do subsolo para verificar a continuidade mineral. A expectativa é que, se a extração for viável, o projeto possa transformar a realidade econômica de Caracaraí, de Roraima e do Brasil

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Com informações do Portal Amazônia.