Leishmaniose em Sena Madureira: falhas no diagnóstico e riscos para a população

Uma pesquisa desenvolvida em Sena Madureira (AC), com parceria da Universidade Federal do Acre (Ufac), identificou graves limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea. O estudo apontou que tanto pacientes quanto profissionais de saúde enfrentam dificuldades para compreender a doença, somadas a barreiras geográficas e estruturais que impedem o diagnóstico e o tratamento precoce, especialmente em áreas rurais.

A investigação, publicada na revista “Acervo Saúde”, contou com a participação de 50 pacientes com suspeita da doença e 51 agentes de saúde, sendo a maioria agentes comunitários. “Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença”, afirmou Leandro Siqueira de Souza, autor do artigo

Imagem colorida mostra pessoas pousando para foto em sala em Sena Madureira. Pesquisa é sobre Leishmaniose
Foto: Divulgação/ Ufac

.

O cenário é crítico para a região Norte, que concentra mais da metade dos casos de leishmaniose do Brasil. No Acre, foram notificados mais de 11 mil casos na última década. Para 2025, o Ministério da Saúde classificou Sena Madureira, Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil e Brasileia como áreas de risco intenso para a transmissão.

Segundo o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), a leishmaniose é uma doença negligenciada que atinge principalmente comunidades tradicionais. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença”, destacou.

O projeto é fruto de uma cooperação entre Ufac, UFMG, UnB, Instituto Chico Mendes e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre, com financiamento do CNPq. O objetivo final é utilizar esses dados para implementar programas de educação em saúde que se adaptem ao perfil social e epidemiológico das populações afetadas.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário