Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado com boom da IA

A Micron Technology alcançou um marco histórico nesta quinta-feira (25). Pela primeira vez, a fabricante de chips de memória ultrapassou o valor de mercado da Meta (empresa controladora do Facebook e Instagram) e chegou a superar brevemente a Tesla, consolidando-se como uma das potências financeiras do setor tecnológico global.

A valorização expressiva foi impulsionada por previsões financeiras robustas divulgadas pela companhia, que refletem a crescente demanda por componentes essenciais para a infraestrutura de inteligência artificial (IA). Com a corrida tecnológica para implementar sistemas de IA em larga escala, a necessidade de chips de memória de alta performance tornou-se prioritária para as gigantes do setor.

No mercado financeiro, as ações da Micron registraram uma alta de 18,4%, atingindo a cotação de US$ 1.236,00. Esse salto elevou o valor de mercado da empresa para US$ 1,398 trilhão. Para efeito de comparação, a Meta estava avaliada em US$ 1,392 trilhão, enquanto a Tesla mantinha um valor de mercado de US$ 1,4 trilhão.

O otimismo dos investidores foi alimentado por dados divulgados na quarta-feira (24), quando a Micron apresentou projeções de receita e lucro para o quarto trimestre que superaram as expectativas do mercado. Esses números foram fundamentais para que as ações da empresa se recuperassem de uma queda recente, retomando a trajetória de crescimento.

Além das projeções, a empresa revelou um dado concreto sobre a demanda de seus produtos: clientes já comprometeram US$ 22 bilhões em pedidos para garantir o fornecimento de chips de memória. Esse volume de encomendas demonstra a urgência das empresas de tecnologia em assegurar a matéria-prima necessária para seus centros de processamento de dados.

A trajetória de ascensão da Micron não é isolada. A fabricante já havia ultrapassado a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado no dia 26 de maio, seguindo a tendência de outras empresas do setor, como a sul-coreana Samsung Electronics, que também integra este grupo seleto de companhias trilionárias.

Atualmente, as fabricantes de memória são as grandes beneficiadas pelo fluxo de capital destinado à IA. Como a inteligência artificial exige uma capacidade de processamento e armazenamento de dados imensamente superior aos softwares tradicionais, as empresas que fornecem a infraestrutura básica — os chips — tornaram-se alvos preferenciais para os grandes investidores globais.

Com informações do G1

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