O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (26) com movimentos mistos. O dólar registrou queda de 0,20%, fechando cotado a R$ 5,1669. No sentido oposto, o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores brasileira, subiu 0,76%, encerrando o dia aos 173.295 pontos.
O grande destaque da sessão foram os novos dados do mercado de trabalho divulgados pelo IBGE. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua revelou que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio caiu para 5,6%, vindo de 5,8% no trimestre anterior. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, a queda foi ainda mais expressiva, reduzindo 0,6 ponto percentual em relação aos 6,2% registrados anteriormente.
Em números absolutos, o Brasil contabilizou 6,1 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em maio, uma leve redução frente aos 6,2 milhões do trimestre anterior. Esses dados, somados à prévia da inflação (IPCA-15) de junho, que subiu 0,41% e levou a inflação acumulada em 12 meses para 4,80%, são fundamentais para que o Banco Central defina a condução da taxa básica de juros (Selic).
No cenário global, o setor de tecnologia dominou as atenções e trouxe volatilidade. As bolsas mundiais sentiram o impacto da queda generalizada de papéis de tecnologia, reflexo de dúvidas dos investidores sobre o retorno financeiro dos altos investimentos em inteligência artificial.
Nos Estados Unidos, o mercado monitora a inflação para prever a postura do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. O índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), medida preferida do Fed, avançou 4,1% em maio, superando a marca de 4% pela primeira vez em três anos, embora tenha ficado dentro das expectativas do mercado.
Esse cenário resultou em quedas nos principais índices de Wall Street: o Dow Jones recuou 0,11%, o S&P 500 caiu 0,26% e o Nasdaq Composite perdeu 0,24%. A tendência de baixa também foi vista na Europa, com o DAX da Alemanha caindo 1,29%, e na Ásia, onde o Nikkei do Japão registrou forte recuo de 4,15% e o Kospi da Coreia do Sul desvalorizou 5,81%.
Com informações do G1