Cerrado armazena mais carbono que Amazônia: o que muda em Rondônia

Um estudo publicado na revista científica New Phytologist revelou que campos úmidos e veredas do Cerrado brasileiro armazenam até 1.200 toneladas de carbono por hectare – o equivalente a seis vezes o estoque da biomassa média da floresta amazônica. O carbono nesses solos pode ter até 20 mil anos, resultado de um acúmulo lento devido à falta de oxigênio.

A pesquisa mapeou 167 mil km² dessas áreas no Cerrado, uma área seis vezes maior do que se estimava, representando 8% do bioma e 2% do território brasileiro. Essa descoberta é crucial, especialmente para estados como Rondônia, que possuem extensas áreas de Cerrado e dependem de seus recursos hídricos.

Apesar da importância, esses ecossistemas estão vulneráveis à expansão agrícola, desmatamento e uso intensivo da água. A perda dessas áreas pode liberar o carbono armazenado, agravando as mudanças climáticas. A preservação é fundamental, mas a recuperação do carbono perdido levaria milênios.

O estudo alerta para a necessidade de ampliar a proteção das áreas úmidas e melhorar a conscientização sobre sua importância. Pesquisadores ressaltam que a conservação de fragmentos isolados não é suficiente; é preciso considerar a conectividade da paisagem para manter os processos hidrológicos do Cerrado.

A pesquisa utilizou amostras de solo profundo e dados de sensoriamento remoto, com apoio da FAPESP e do Instituto Max Planck. Os pesquisadores enfatizam que a preservação das turfeiras e veredas é essencial para manter os serviços ecossistêmicos e evitar a liberação de carbono.

Com informações do Portal Amazônia.

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