Bolsas da Ásia fecham em queda após investidores lucrarem com ações de IA

As principais bolsas de valores da Ásia encerraram a sessão desta sexta-feira (26) com quedas expressivas. O movimento foi liderado pelos mercados do Japão e da Coreia do Sul, impulsionado por uma onda de vendas de ações de empresas ligadas ao setor de inteligência artificial (IA).

Os números refletem a volatilidade do setor: o índice Nikkei 225, de Tóquio, registrou queda de 4,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 7,7%. Outros mercados importantes também sentiram o impacto, com o Hang Seng, de Hong Kong, perdendo 1,9% e o Shanghai Composite, da China, caindo 2,1%.

Essa retração ocorre após um período de forte valorização. No início da semana, tanto o Nikkei quanto o Kospi haviam atingido máximas históricas, movidos pelo otimismo global com as novas tecnologias de IA. No entanto, o cenário mudou rapidamente nesta sexta-feira.

De acordo com analistas de mercado, a queda não indica necessariamente uma piora nas perspectivas futuras para a inteligência artificial, mas sim um processo técnico chamado “realização de lucros”. Esse fenômeno acontece quando investidores vendem ações que subiram consideravelmente para garantir o dinheiro no bolso, transformando a valorização do papel em lucro real.

Além disso, a correção foi influenciada pela instabilidade dos mercados globais e por notícias específicas, como o reajuste de preços anunciado pela Apple. Na quinta-feira (25), as bolsas dos Estados Unidos fecharam sem uma direção única, com a Apple registrando queda após o anúncio de aumento nos preços de seus produtos, enquanto outras empresas de IA mantiveram alta.

Apesar da venda em massa, especialistas reforçam que o setor de IA não perdeu força. O movimento é visto como um ajuste natural após a euforia recente. Um exemplo da força do setor é o caso da Micron Technology, fabricante de chips de memória.

A Micron superou, na quinta-feira (25), o valor de mercado da Meta e, por um curto período, também o da Tesla. Com a divulgação de previsões financeiras para o quarto trimestre acima do esperado, as ações da companhia subiram 18,4%, elevando seu valor de mercado para US$ 1,398 trilhão.

A empresa informou que já possui US$ 22 bilhões em pedidos firmados por clientes para garantir o fornecimento de chips de memória. Esse cenário demonstra que a demanda por infraestrutura física para suportar a inteligência artificial continua aquecida, beneficiando as fabricantes de componentes semicondutores.

Com informações do G1

Deixe um comentário