Botos na Amazônia: o que causa a extinção e os riscos do contato humano

A figura do boto é central no imaginário da região amazônica, especialmente em áreas como o arquipélago do Marajó e o baixo Amazonas, onde lendas sobre o animal sedutor ainda são comuns. No entanto, além do folclore, a espécie enfrenta ameaças reais. A bióloga Angélica Rodrigues, do Instituto BioMA (UFRA), destaca que a mística em torno do animal ainda alimenta o comércio ilegal de subprodutos para fins medicinais e amuletos, tornando os botos vulneráveis

o boto que a Amazônia precisa conservar
Foto: Reprodução/arquivo do Instituto BioMA

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Desde 2018, o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) integra a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN e as listas nacionais do ICMBio na categoria “Em perigo”. O boto Tucuxi compartilha a mesma situação crítica, enquanto o boto do Araguaia é classificado como vulnerável

Foto: Reprodução/arquivo do Instituto BioMA

. Entre as causas do declínio estão a perda de habitat, a poluição, a dragagem de rios e a captura acidental em redes de pesca.

Considerados sentinelas da natureza por estarem no topo da cadeia alimentar, esses animais funcionam como um “farol ambiental”. Segundo a pesquisadora, “Toda vez que um animal encalha, vivo ou morto, é fonte de muita informação científica”. Um exemplo alarmante ocorreu em Belém, onde um boto adulto foi encontrado morto em um canal urbano com o trato intestinal repleto de lixo.

Outro ponto de alerta é a interação direta entre humanos e botos. A alimentação fornecida por turistas pode facilitar a transmissão de zoonoses, como fungos e bactérias resistentes a antibióticos. A recomendação é que o turismo seja gerido corretamente para evitar prejuízos à saúde pública e ao bem-estar dos animais

Foto: Reprodução/arquivo do Instituto BioMA

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Para auxiliar na preservação, o Instituto BioMA mantém o serviço Disque-Encalhe, que atua no resgate de botos, tartarugas e peixes-boi. O grupo trabalha em rede com bombeiros e polícia para monitorar as praias e comunidades, combatendo também a disseminação de notícias falsas sobre avistamentos de espécies

Foto: Reprodução/arquivo do Instituto BioMA

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Com informações do Portal Amazônia.

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