A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Pará deu início ao processo de revalidação do Carimbó como Patrimônio Cultural do Brasil. O primeiro Encontro Territorial de Revalidação ocorreu no dia 26 de setembro, em Soure, no Marajó, contando com a presença de representantes de Salvaterra.
A atividade reuniu mestres, mestras e integrantes de grupos de carimbó das duas cidades. Durante a reunião, os participantes avaliaram juntos os impactos do reconhecimento do Carimbó como Patrimônio Cultural do Brasil e as medidas de salvaguarda implementadas desde que o registro foi feito.

Também foi analisada a aplicação do Plano de Salvaguarda do Carimbó, elaborado de forma participativa com os detentores entre 2015 e 2019, totalizando 45 ações. O evento em Soure teve o suporte do projeto EduCarimbó, do Laboratório de Etnobiologia e Educação Intercultural (LEEI) da Universidade Federal do Pará (UFPA), campus Soure-Marajó.
Os Encontros Territoriais estão sendo organizados pelo Iphan junto ao Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó, prefeituras e lideranças locais. A meta é expandir a escuta e assegurar que detentores e instituições parceiras participem da revalidação em diversas áreas do Pará.
Entre as metas dos encontros estão: apresentar o funcionamento da revalidação; ouvir mestres, grupos e associações sobre as mudanças no Carimbó desde 2014; identificar avanços, conflitos e novas demandas; e criar coletivamente propostas para o Parecer de Revalidação.
De acordo com o Decreto nº 3.551/2000, bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil devem ser reavaliados pelo Iphan a cada dez anos. O processo não julga o mérito do Carimbó, mas busca atualizar dados e fortalecer o vínculo entre o Iphan e as comunidades detentoras do patrimônio.
Com informações do Portal Amazônia.