Um estudo recente da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) revela riscos microbiológicos na carne bovina brasileira, desde o abate até a comercialização, com implicações diretas para a saúde do consumidor em Rondônia e em toda a Amazônia.
A pesquisa analisou 69 artigos científicos e identificou falhas críticas no controle de temperatura – a carne é frequentemente vendida acima dos 7°C recomendados, chegando a 25,5°C – e a presença de bactérias como Salmonella spp. e Listeria spp., que podem causar graves doenças gastrointestinais e até mesmo fatais.

O estudo destaca que a contaminação ocorre por higiene inadequada, contato com o conteúdo gastrointestinal do animal durante o abate e equipamentos mal higienizados. Para garantir a segurança, os pesquisadores recomendam atenção à cadeia de frio, higiene na compra (preferindo carnes industrializadas) e cuidados no preparo em casa.
“A quebra dessa temperatura favorece o crescimento de microrganismos, altera as características sensoriais da carne e aumenta significativamente o risco de doenças gastrointestinais”, explica a professora Karina da Silva Chaves, coordenadora da pesquisa. A fiscalização rigorosa e a conscientização de toda a cadeia produtiva são essenciais para garantir um produto seguro.
Embora o Brasil seja um grande produtor e exportador de carne, a melhoria contínua dos processos sanitários é fundamental para proteger a saúde pública.
Com informações do Portal Amazônia.