Conheça o E2 da Embraer e os motivos de seu sucesso comercial

Uma falha global no sistema de GPS impactou a operação das aeronaves da linha E2, produzidas pela fabricante brasileira Embraer. O problema afetou, principalmente, os aviões da companhia Azul, que utiliza esse modelo em diversas rotas no território brasileiro.

De acordo com a Embraer, a instabilidade ocorrida não coloca em risco a segurança dos voos. A empresa afirma que a frota é equipada com sistemas de navegação redundantes, que garantem a operação mesmo diante de falhas no sinal de GPS.

A família de jatos E2 tem se consolidado como o principal ativo financeiro da companhia, sediada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Conforme análise da revista britânica The Economist, o modelo ganhou relevância no mercado global devido à sua alta autonomia e ao baixo consumo de combustível.

A publicação destaca que, no cenário atual, as companhias aéreas enfrentam filas de espera de até dez anos para a entrega de aviões de fuselagem estreita (modelos com corredor único) fabricados por concorrentes como a Boeing e a Airbus.

O aumento na demanda por passagens aéreas, somado aos gargalos na cadeia de suprimentos que persistem desde a pandemia de Covid-19, impulsionou a procura por aeronaves de menor porte, como o E2. Nesse contexto, a Embraer conquista vantagem competitiva ao conseguir entregar as aeronaves em um prazo inferior a dois anos.

“O E2 é uma aeronave muito moderna. É um projeto já do século XXI, vamos dizer assim, que atrela muitas coisas que fazem esse avião ser diferenciado: projeto bem feito de massa, motores de nova geração (os mais modernos possíveis) e sistemas de navegação também muito modernos”, explica ao g1 Bruno Chieregatti, engenheiro mecânico do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Segundo o especialista, a linha E2 possui uma capacidade de transporte de passageiros reduzida em comparação aos modelos da Boeing e Airbus. “Mas nem todas as rotas precisam de capacidades tão elevadas, de 180 a 200 passageiros, que um Boeing e um Airbus precisam para ser viável economicamente”.

“Ter uma aeronave com capacidade entre 140 e 150 passageiros, um pouco menor, faz com que as companhias tenham flexibilidade de fazer voos diferenciados”, complementa o engenheiro.

No mercado brasileiro, os jatos da família E2 são operados pelas empresas Azul e Latam. Além disso, a Gol formalizou a aquisição de 20 unidades do modelo E195-E2.

Internacionalmente, as aeronaves já integram frotas ou possuem intenções de compra por empresas como a Avelo Airlines (Estados Unidos), Finnair (Finlândia), Star Air (Índia), Luxair (Luxemburgo) e Airlink (África do Sul).

Com informações do G1

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