Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela 1ª vez em 2 anos! Decisões de Trump e cenário internacional impulsionam queda da moeda
O dólar registrou uma queda significativa, fechando abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos, na segunda-feira (13). A desvalorização da moeda americana é impulsionada, principalmente, por decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que aumentam a incerteza no mercado financeiro global.
Investidores, em busca de alternativas mais seguras, têm redirecionado seus investimentos para outros mercados, incluindo o Brasil. Esse movimento resulta em um aumento da venda de dólares em troca de reais, elevando a oferta da moeda americana e pressionando seu preço para baixo. “Houve um rearranjo na realocação do capital global, o que fez com que o dólar perdesse força não apenas frente ao real, mas também diante de diversas outras moedas”, explica William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
Os recentes desdobramentos da guerra no Oriente Médio também contribuem para esse cenário. Após o fracasso das negociações de paz entre os EUA e o Irã, a determinação de Trump de bloquear o Estreito de Ormuz a navios iranianos intensificou as preocupações sobre o fornecimento de petróleo e a estabilidade regional. A decisão reacendeu o alerta para uma possível alta nos preços do petróleo, que atualmente oscilam em torno de US$ 100.
Apesar de um início de sessão em alta, o dólar perdeu força com a melhora gradual do humor externo e sinais de possível retomada das negociações no Oriente Médio. “O dólar iniciou a sessão em alta, mas o movimento perdeu força, acompanhando uma melhora gradual do humor externo, com sinais pontuais de possível retomada das negociações e recuperação das bolsas em Nova York”, avalia Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Outros fatores que favorecem a valorização do real incluem o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o maior fluxo de recursos para o país e a posição do Brasil como exportador líquido de commodities. “Vale lembrar que o Brasil está relativamente bem posicionado entre os países emergentes porque é um exportador líquido relevante de commodities. Isso ajuda a balança comercial brasileira e melhora as contas externas”, afirma o estrategista.
A tendência de queda do dólar já era observada desde o ano passado, com uma desvalorização acumulada de 11,8% frente ao real em 2025 – o maior recuo em quase 10 anos. Essa queda foi impulsionada pela expectativa de juros mais baixos nos EUA e pelo aumento das incertezas políticas no país, que reduziram a atratividade do dólar.
Com informações do G1