Dólar recua para R$ 5,17 com inflação nos EUA e foco em contas públicas

O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (30) com baixa de 0,81%, sendo cotado a R$ 5,1743. No mesmo período, o Ibovespa, que é o principal indicador da bolsa de valores brasileira, registrou alta de 1,37%, fechando aos 186.340 pontos.

O ponto central do dia foi a divulgação do PCE, o índice de inflação mais utilizado pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, para definir a política de juros. No cenário nacional, o mercado financeiro concentrou a análise em novos números das contas públicas e na reta final do período pré-eleitoral.

O PCE, que monitora a inflação com base nos gastos dos consumidores americanos, registrou alta de 3,4% em agosto na comparação anual, valor que ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 3,7%. No comparativo mensal, o índice subiu 0,3%, também vindo abaixo da estimativa de 0,4%.

No Brasil, dados publicados pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, a menos de cinco dias do primeiro turno das eleições, revelaram que o setor público consolidado teve um déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto. Isso significa que o governo gastou mais do que conseguiu arrecadar no período.

O clima político também influenciou a volatilidade do mercado. Na véspera, a pesquisa Quaest indicou que, para o primeiro turno, Lula (PT) detém 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) possui 34%. No cenário de um eventual segundo turno, ambos aparecem empatados com 42% cada.

Em relação ao desempenho acumulado do dólar, a moeda apresenta queda de 0,13% na semana, 0,10% no mês e recuo de 5,73% no ano. Já o Ibovespa soma alta de 0,32% na semana, 5,03% no mês e 15,65% no acumulado do ano.

No mercado global, as bolsas de Wall Street fecharam com resultados mistos. A inflação menor que o esperado nos EUA elevou a possibilidade de que o Fed não suba os juros no próximo mês. O Dow Jones caiu 0,86% e o S&P 500 recuou 0,20%, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,24%.

Na Europa, os índices fecharam em queda devido ao aumento dos rendimentos dos títulos globais, com o STOXX 600 recuando 0,5%. Na Ásia, as bolsas chinesas tiveram fechamento misto, pois as medidas de estímulo do governo local não convenceram totalmente os investidores.

Com informações do G1

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