O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, alertou para a probabilidade de 80% de um fenômeno El Niño muito intenso ainda este ano. Para enfrentar o cenário, o governo federal instalou uma sala de situação permanente coordenada pela Casa Civil, mobilizando 13 ministérios, Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama e ICMBio para articular ações com estados e municípios.
Para a região Norte, o impacto principal será a redução de chuvas e secas severas, o que aumenta drasticamente a suscetibilidade a incêndios florestais. “O El Niño é um fenômeno natural, ele sempre ocorreu. O problema é que agora ele se associa à mudança do clima. Então ele tem potencial de ser mais intenso”, explicou o ministro.

Uma das principais novidades é a aplicação da Lei do Manejo Integrado do Fogo, que estabelece a corresponsabilidade entre União, estados, municípios e proprietários rurais. Na prática, as prefeituras e governos estaduais devem elaborar planos específicos de manejo para suas áreas, enquanto produtores rurais passam a ter responsabilidade legal na prevenção de chamas.
O governo destinou mais de meio bilhão de reais aos Corpos de Bombeiros em áreas de risco e ampliou a frota de aeronaves de combate. No entanto, Capobianco fez um apelo direto à população da Amazônia e Cerrado: “não use fogo a partir de julho agora, porque a situação climática vai tornar isso uma situação muito perigosa”.
Quanto aos crimes ambientais, o ministro afirmou que a Polícia Federal intensificou o monitoramento para identificar os autores de queimadas deliberadas. Segundo ele, o novo rigor técnico está permitindo, pela primeira vez, a identificação precisa de quem causou o início dos incêndios para a abertura de processos de punição.
Com informações do Portal Amazônia.