O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), em conjunto com outras seis instituições federais, como o INPE, ANA e CEMADEN, publicou nesta quarta-feira (30) o Boletim nº 4. O documento apresenta o monitoramento e as previsões dos impactos do El Niño no Brasil para o ano de 2026.
De acordo com o relatório, há 95% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte no último trimestre do ano (outubro, novembro e dezembro), podendo ser o evento mais severo desde 1950. A expectativa é que o fenômeno se prolongue até o primeiro trimestre de 2027

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O cenário previsto divide o país em dois extremos: enquanto o Sul enfrenta chuvas acima da média e risco de cheias, o centro-norte deve lidar com a intensificação da seca e o aumento do risco de fogo. As temperaturas tendem a permanecer acima da normalidade em quase todo o território nacional.
Dados do Cemaden indicam que a situação já é crítica em estados como Amazonas, Roraima e Acre, onde a seca piorou rapidamente, comprometendo a navegação e a captação de água. Em Roraima, os rios Branco e Negro já apresentam níveis baixos

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No campo econômico, a falta de chuvas e o calor excessivo podem prejudicar a produção de café, soja e a criação de rebanhos no semiárido. Já no Sul, embora a umidade ajude o milho, o excesso de água pode trazer doenças ao trigo e dificultar o plantio de arroz e soja.
Para se prevenir, a Defesa Civil Nacional orienta que a população se cadastre para alertas enviando o CEP por SMS para 40199, ou via WhatsApp no número (61) 2034-4611 e Telegram (@defesacivilbrbot)
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Com informações do Portal Amazônia.