F1 atende pilotos e anuncia mudanças no regulamento de 2026; entenda

Grid do GP do Japão de 2026 da Fórmula 1

REUTERS/Issei Kato

Grid do GP do Japão de 2026 da Fórmula 1

REUTERS/Issei Kato

A pressão exercida por pilotos e escuderias surtiu efeito. Após uma reunião estratégica realizada nesta segunda-feira (20), a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou uma série de ajustes no regulamento técnico da Fórmula 1 para 2026. As modificações, que visam aprimorar o desempenho e a segurança, já serão implementadas no GP de Miami, no início de maio.

Resposta às críticas de Verstappen e Alonso

Nomes como Max Verstappen, Lando Norris e Fernando Alonso vinham sendo vozes ativas contra gargalos no regulamento atual. A entidade confirmou que as propostas aceitas são fruto de consultas diretas com os protagonistas das pistas.

“Diversos ajustes ao regulamento do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2026 foram acordados hoje durante uma reunião online entre a FIA, os chefes de equipe, os CEOs dos fabricantes de unidades de potência e a FOM”, divulgou a federação.

“Diversos ajustes ao regulamento do Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA de 2026 foram acordados hoje durante uma reunião online entre a FIA, os chefes de equipe, os CEOs dos fabricantes de unidades de potência e a FOM”, divulgou a federação.

O que muda na qualificação e corrida

Os ajustes focam no gerenciamento de energia para evitar o consumo excessivo e garantir velocidade máxima constante.

  • Gestão de Energia: A recarga máxima permitida caiu de 8 MJ para 7 MJ, incentivando uma condução mais consistente.
  • Superclip Potencializado: A potência máxima do Superclip saltou de 250 kW para 350 kW, o que reduz a carga de trabalho do piloto na gestão da bateria.
  • Boost na Corrida: A potência via Boost agora está limitada a +150 kW, evitando diferenças bruscas de desempenho entre os carros em disputa.

Segurança em largadas e dias de chuva

A FIA também focou em reduzir riscos em momentos críticos. Um novo sistema de detecção de partida com baixa potência será introduzido para identificar carros que não aceleram corretamente após a liberação da embreagem. Nesses casos, o MGU-K será acionado automaticamente para garantir uma aceleração mínima, acompanhado de alertas visuais para os pilotos que vêm atrás.

Para condições de pista molhada, a aderência dos pneus intermediários foi priorizada:

“As temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários foram aumentadas com base no feedback dos motoristas, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado”, destacou a FIA.

“As temperaturas da camada isolante dos pneus intermediários foram aumentadas com base no feedback dos motoristas, a fim de melhorar a aderência inicial e o desempenho dos pneus em piso molhado”, destacou a FIA.

Resumo das mudanças

  • Qualificação: Redução de recarga (7 MJ) e aumento da potência do Superclip (350 kW).
  • Corrida: Limite de Boost (+150 kW) e MGU-K fixado em 350 kW em zonas de aceleração.
  • Largada: Novo sensor de detecção de baixa potência e luzes de alerta.
  • Chuva: Pneus mais quentes para maior aderência e redução do torque do ERS.

Com informações da Estadão Conteúdo

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Fonte: Band F1

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