Governo subsidia importação de gás de cozinha para conter alta dos preços

Para aliviar o bolso do consumidor, governo federal anuncia subvenção à importação de gás liquefeito e tenta frear alta no preço do botijão

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um programa de apoio financeiro aos importadores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o popular gás de cozinha. A medida visa mitigar o impacto dos conflitos no Oriente Médio sobre o preço do combustível no mercado interno.

A subvenção, no valor de R$ 850,00 por tonelada de GLP, terá um custo total de R$ 330 milhões. Com esse incentivo, o gás importado deverá ser comercializado pelo mesmo preço do gás produzido no Brasil. O objetivo, segundo o governo, é garantir o acesso da população, especialmente as famílias de baixa renda, a esse importante energético.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou a importância da medida: “A medida viabiliza a manutenção da importação do GLP mesmo no cenário internacional adverso e garante a distribuição para as famílias de mais baixa renda, que dependem dessa energia, de gás de cozinha, no seu dia a dia”.

A subvenção à compra externa do GLP terá duração inicial de dois meses, com possibilidade de prorrogação por mais dois meses. A iniciativa está prevista em uma Medida Provisória que também inclui outras ações para conter a alta dos preços dos combustíveis.

O GLP é amplamente utilizado em residências brasileiras para o preparo de alimentos e aquecimento de água. A instabilidade geopolítica global tem gerado pressões sobre os preços do petróleo e seus derivados, impactando diretamente o custo do gás de cozinha para o consumidor final. A medida do governo busca, portanto, proteger a população de flutuações excessivas no mercado.

A expectativa é que a subvenção contribua para a estabilização dos preços do gás de cozinha nos próximos meses, aliviando o orçamento das famílias brasileiras. O governo monitorará de perto os efeitos da medida e poderá adotar novas ações, se necessário, para garantir o abastecimento e a acessibilidade do GLP.

Com informações do G1

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