Grécia vai proibir acesso de crianças e adolescentes a redes sociais a partir de 2027, citando impactos na saúde mental
A Grécia proibirá o acesso às redes sociais para crianças menores de 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2027, anunciou o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis nesta quarta-feira (8). A medida visa combater o aumento da ansiedade, problemas de sono e o design viciante das plataformas online.
Uma pesquisa de opinião da Alco, divulgada em fevereiro, revelou que cerca de 80% dos entrevistados apoiam a proibição. O governo grego já havia implementado medidas como a proibição de celulares nas escolas e a criação de ferramentas de controle parental para limitar o tempo de tela dos adolescentes.
“A Grécia estará entre os primeiros países a tomar essa iniciativa”, declarou Mitsotakis em uma mensagem de vídeo, acrescentando que a decisão foi tomada após conversas com pais. “No entanto, tenho certeza de que não será o último. Nosso objetivo é pressionar a União Europeia [UE] nessa direção também.”
A Austrália foi o primeiro país a adotar uma medida semelhante, proibindo o acesso de menores de 16 anos a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook em dezembro. Meta, Snapchat e TikTok expressaram discordância com a proibição australiana, mas se comprometeram a cumpri-la.
A Grécia ainda não possui mecanismos para forçar as plataformas de mídia social a verificar a idade de seus usuários, mas recomenda a utilização de sistemas já definidos pela UE e pelo governo grego. Além disso, pede a colaboração dos pais no cumprimento da medida. A partir de 2027, as plataformas que não restringirem o acesso de menores poderão enfrentar multas de até 6% de seu faturamento global, conforme previsto na Lei de Serviços Digitais da UE (DSA), informou o ministro da Governança Digital, Dimitris Papastergiou.
O governo grego espera que a iniciativa impulsione um debate mais amplo na União Europeia sobre a regulamentação das redes sociais e a proteção da saúde mental de crianças e adolescentes.
Com informações do G1