A Leapmotor introduziu no mercado brasileiro a versão híbrida do modelo B10, com preço fixado em R$ 179.990. Embora seja visualmente quase idêntico à variante 100% elétrica, o veículo apresenta um funcionamento “às avessas”: o motor a combustão não é responsável por movimentar as rodas, atuando exclusivamente como um gerador para recarregar a bateria que alimenta o propulsor elétrico.
Essa tecnologia é denominada REEV (veículo elétrico de autonomia estendida). O sistema já é aplicado no Leapmotor C10 híbrido, modelo de maior porte que é comercializado no Brasil desde novembro de 2025.
Em termos técnicos, o B10 é equipado com um motor 1.5 aspirado que serve como gerador de energia, aliado a uma bateria de 18,8 kWh. Quando o tanque de combustível está cheio e a bateria totalmente carregada via sistema plug-in, a fabricante promete uma autonomia total de até 900 km.
A tração é feita por um motor elétrico posicionado no eixo traseiro, que entrega 218 cv de potência e 24,5 kgfm de torque. No modo puramente elétrico, o carro consegue percorrer até 68 km. Quanto ao tempo de recarga, em carregadores rápidos de 46 kW, a bateria vai de 30% a 80% em 18 minutos; já em recargas lentas de 6,6 kW, o processo leva 3h30.
O interior do veículo conta com acabamento em materiais macios ao toque e diversas inovações tecnológicas. Destacam-se a abertura das portas via cartão NFC (similar aos pagamentos por aproximação), central multimídia de 14,6 polegadas e sete airbags. O modelo também inclui uma câmera de monitoramento de atenção do condutor e sistema de condução semiautônoma de nível 2, que auxilia na centralização da faixa e manutenção de distância segura.
As principais diferenças em relação ao modelo elétrico concentram-se no design e conforto: as lanternas traseiras agora são interligadas, os bancos dianteiros possuem resfriamento e ajustes elétricos ampliados. Além disso, o sistema de som foi aprimorado para 12 alto-falantes, contra 6 da versão elétrica, e foram adicionados rebatimento elétrico dos retrovisores e apoio de braço traseiro.
No cenário competitivo, a Leapmotor busca fortalecer sua posição diante de outras marcas chinesas. Dados de janeiro a agosto de 2026 mostram que os consumidores brasileiros preferem híbridos plug-in, que representaram 64% das vendas do segmento, contra 37% dos híbridos plenos.
Contudo, a marca ainda enfrenta desafios de volume. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), nos nove primeiros meses de 2026, o Leapmotor C10 vendeu apenas 3.620 unidades, o que representa cerca de 8% do volume do BYD Song, líder do segmento com 45.096 unidades vendidas.
Com informações do G1