Um leilão de mercadorias da Casas Bahia, realizado por meio da plataforma Kwara, tem encerramento previsto para esta quinta-feira (20). Os itens disponibilizados são oriundos de unidades da rede que foram encerradas devido à crise financeira enfrentada pela varejista.
A lista de produtos disponíveis para lances inclui notebooks, smartphones, refrigeradores, fogões e lavadoras. O evento ocorre em um momento crítico para a empresa, que formalizou um pedido de recuperação judicial para tentar renegociar suas dívidas.
Atualmente, a varejista possui um passivo de R$ 8 bilhões com cerca de 50 fornecedores. Embora o leilão tenha gerado grande engajamento nas redes sociais, a visibilidade do evento também atraiu a atenção de criminosos, resultando na propagação de golpes.
A empresa de segurança digital Kaspersky informou que, apesar de não ter detectado uma campanha de fraude específica para esta liquidação de estoques, esse tipo de modalidade criminosa é recorrente. Segundo a consultoria, fraudadores costumam clonar portais de leiloeiros oficiais para criar páginas falsas e capturar pagamentos de vítimas.
O uso do PIX é apontado como um dos principais riscos. Devido à natureza instantânea da transferência, os valores podem ser pulverizados rapidamente entre diversas contas, o que torna a recuperação do dinheiro extremamente difícil para o consumidor.
“Para não cair em páginas clonadas, recomendamos a verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento”, afirma Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Para garantir a segurança em leilões, especialistas recomendam a verificação da reputação do site em portais de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, e a consulta ao portal Leilão Seguro, que lista endereços fraudulentos.
É fundamental a leitura atenta do edital. Em modalidades de desativação ou logística reversa, os bens são vendidos “no estado em que se encontram”, podendo apresentar avarias, defeitos não aparentes ou ausência de componentes.
O consumidor deve calcular o custo total da aquisição, pois o valor do lance não é o preço final. Dependendo da plataforma, pode haver a incidência de comissão do leiloeiro (geralmente 5%) e taxas administrativas adicionais.
Sobre a logística, é importante notar que, via de regra, o produto não é entregue no domicílio. O arrematante assume a responsabilidade por desmontar, embalar e transportar o item do local indicado. O descumprimento de prazos de retirada pode gerar multas ou a perda do lote.
Por fim, recomenda-se validar se o leiloeiro está devidamente registrado na Junta Comercial do estado de atuação, consultando nome e matrícula no órgão. O pagamento deve ser efetuado exclusivamente para a conta da pessoa jurídica organizadora ou do leiloeiro oficial, evitando-se transferências para CPFs ou terceiros.
Com informações do G1