Lenda da paxiúba: o que é, como surgiu e por que é diferente

A narrativa relata que Milomaqui, um jovem pertencente à aldeia dos Kamayurás, possuía um canto tão potente e belo que, ao cantar, os indígenas interrompiam suas atividades e pegavam no sono. A lenda afirma que sua música também conseguia alterar as emoções de quem a escutava, eliminando o ódio e a raiva.

O cacique, temendo que a produtividade da aldeia caísse pois ninguém trabalhava enquanto o jovem cantava, proibiu Milomaqui de cantar e ameaçou retirar sua sombra se ele desobedecesse. [[IMG_1]] Apesar do esforço para se conter, Milomaqui cantou para uma jovem indígena, fazendo com que ela dormisse e jamais despertasse.

Aterrorizado, Milomaqui refugiou-se na mata, mas acabou sendo localizado pelos indígenas. Segundo a lenda, sua sombra foi removida e ele foi sepultado nas proximidades da aldeia.

Após o período de chuvas, surgiu naquele local uma planta distinta: uma palmeira de folhas verdes e longas com caule fino, batizada pelos indígenas de Paxiúba. A história narra que o pajé recomendou o uso da madeira dessa palmeira para a confecção de flautas, pois Jurupari, o feiticeiro da mata, teria revelado que as melodias de Milomaqui habitavam aqueles instrumentos.

Dessa forma, a lenda diz que as flautas produzidas de Paxiúba reproduzem as canções do jovem. Há ainda um aviso: apenas os homens poderiam ouvi-las, pois, se uma mulher escutasse a música, entraria em um sono profundo eterno.

Com informações do Portal Amazônia.

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