O empreendedorismo se consolida como uma estratégia crucial para a inclusão socioeconômica de refugiadas no Brasil, especialmente entre as mães. Em Manaus, Ana Joselyn, proprietária do restaurante Fusão de Sabores, é um exemplo de como o negócio próprio pode conciliar renda e cuidado com a família.
Uma pesquisa da Plataforma Refugiados Empreendedores, da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e Pacto Global da ONU – Rede Brasil, aponta que 95% das empreendedoras refugiadas residem no Brasil há mais de três anos, reforçando o empreendedorismo como uma alternativa sólida de renda.
O estudo revela que 71% das empreendedoras são mulheres, com idade média de 40 anos, e que o número de mães solo empreendedoras tem crescido. A falta de recursos financeiros e o acesso a crédito são os principais desafios enfrentados.
Para superar essas dificuldades, o ACNUR firmou acordos com o Banco Pérola e o Crédito Solidário para oferecer linhas de microcrédito especiais para refugiadas e migrantes. A plataforma Refugiados Empreendedores também se destaca como ferramenta de divulgação e vendas, com 35% dos empreendedores relatando terem feito negócios através dela.

Além do acesso a crédito, as empreendedoras também demonstram demanda por capacitação em áreas como marketing e vendas, além de práticas sustentáveis, como a separação de resíduos recicláveis e o uso de equipamentos de LED.
Com informações do Portal Amazônia.