Margem Equatorial: Brasil amplia área de petróleo no Norte e Nordeste

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que a Margem Equatorial, considerada uma promissora nova fronteira de produção de petróleo, recebeu mais 11 setores exploratórios. A área ampliada soma 380 mil quilômetros quadrados (km²), medida baseada em uma decisão da Organização das Nações Unidas (ONU) que expandiu a plataforma continental brasileira.

A nova delimitação, aprovada pela diretoria da ANP nesta sexta-feira (2), engloba 501 blocos de exploração. Para se ter uma ideia da dimensão, a nova área é comparável ao tamanho do estado do Mato Grosso do Sul ou do país Alemanha, sendo classificada como Nova Fronteira Exploratória

Bacia Sedimentar Foz do Amazonas fica localizada na Margem Equatorial brasileira, na costa do amapá. Busca por petróleo é realizada na área. Imagem: Petrobras
Imagem: Divulgação/Acervo Petrobras

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Os novos setores estão distribuídos nas bacias de Barreirinhas, Ceará, Foz do Amazonas, Potiguar e Pará-Maranhão. A Petrobras já anunciou recentemente uma segunda descoberta na bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá, reforçando a aposta na região para repor as reservas de petróleo que podem declinar a partir de 2030.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (IBP), a expansão é um “passo estratégico” para garantir a segurança energética do país. O diretor executivo de Exploração e Produção do IBP, Cláudio Nunes, afirma que a medida evita que o Brasil se torne importador de petróleo entre 2033 e 2035.

Já o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) defende que a renda gerada seja “apropriada e utilizada pelo Estado para fins estratégicos, como adaptação às mudanças climáticas, redução das desigualdades e da pobreza energética e financiamento da transição energética”.

Com informações do Portal Amazônia.

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